O AMOR ME ABANDONOU
de
Maria Zélia Gomes
Bateram-me à janela
Fui ver … não era ninguém
No céu eu vi uma estrela
E fiquei ali … a vê-la
Pensando em ti … também!
Quem foi que ali bateu?
Quem foi que chamou por mim?
O dia … já escureceu
Veio a noite e adormeceu …
Cheira o ar … a jasmim …
Quedei-me ali sem saber
Quem foi que me procurou …
Estaria a adormecer?
Talvez alguém pra dizer …
Que o amor me abandonou!
13.07.2006
NUNCA MAIS VOU PERGUNTAR
de
Maria Zélia Gomes
Perguntei um dia à lua
Porque deixa de brilhar
Respondeu-me … “é culpa tua …
Por tanto te ver chorar
Peço ao céu p’ra me ocultar …”
Ao sol perguntei um dia
Porque perde a magia
De nem sempre aparecer
E triste me respondeu
“Muitas vezes o teu ‘céu’
É palco do meu sofrer …”
Nunca mais vou perguntar
Nem ao sol e nem à lua
Seus pesares de nostalgia …
Quero parar de sofrer
E vou voltar a viver …
Meus sonhos … com alegria!
4/08/2008
NUVEM BRANQUINHA
de
Maria Zélia Gomes
Pla janela do meu quarto
Entra a luz do luar
Meu coração não está farto
Da lua se enamorar
O vento veio ligeirinho
Suave … veio apagar
A luz do meu candeeiro
Só prá lua iluminar
E uma nuvem branquinha
Como doce avezinha
Esvoaçou lá no céu
Espreitou por entre o vento
Entrou no quarto um momento
E roubou um beijo meu!
01.08.2006
NOVO ALVOR
de
Maria Zélia Gomes
Quero dançar com as estrelas
No ventre de nuvens belas
Escorregando pelo céu
Quero rir sem ter motivo
Que seja riso festivo
Emoldurado por um véu
Quero o céu colorir
Com estrelas reluzir
Um sonho enternecedor
Vou a lua desnudar
Vou deitá-la no meu mar
E sonhar … um novo alvor!
29.07.2009
A PRIMAVERA A CHEGAR
de
Maria Zélia Gomes
Dias de sol, mais quentinhos
E já bem mais "crescidinhos"
Anunciam Primavera
Os campos cheios de flores
Convidam para os amores
Quem plo amor sempre espera
São tão lindas as paisagens
E se fazemos viagens
Primavera é alegria ...
Os campos quando a florir
Vêem-se olhos a sorrir
Primavera é poesia!
20.02.2013
SAUDADE … DOR DE AMOR!
de
Maria Zélia Gomes
Dor de amor dor de saudade
Na vida sem ter ternura
Faço do sonho tristonho
No poema que componho
O fado da desventura
Dor de amor, de solidão
É da ausência verdade
É fruto de um lamento
Numa vida de tormento
Do desamor... é saudade!
14-05-1999
INDIGÊNCIA
de
Maria Zélia Gomes
Estende a mão à caridade
Pedindo para quem passa
Vive da mendicidade
Nas raias da insanidade
Sentado no chão da praça
Vai pedindo um “obolozinho”
Para comida e bebida
Vive a esmo … sozinho
Como amigo … tem o vinho
Que triste … é a sua vida
Pobre de quem nada tem
A não ser tanta tristeza
Se foi um homem de bem
Hoje já não é “ninguém”
É o símbolo da pobreza!
14.01.2007