terça-feira, 31 de julho de 2012

PARTE DE MIM



PARTE DE MIM




de


Maria Zélia Gomes




Uma parte de mim é dor


Mas a outra é amor


Do muito que tenho a dar


No coração há ternura


Na minhalma há doçura


Nunca aprendi a odiar!






31.07.2012




















sábado, 28 de julho de 2012

ONDE ESCONDO A FANTASIA


ONDE ESCONDO A FANTASIA



de


Maria Zélia Gomes




Onde escondo a fantasia


Eu guardo a alegria


Dos meus dias do passado


Hoje que o tempo passou


Só o silêncio ficou


No meu peito bem guardado

 


Guardei-o com nostalgia


E só com minha poesia


À vida eu dor valor


Passa o tempo, a vida passa


É o sonho quem me abraça


Recordando um velho amor!


06.09.2011

quinta-feira, 26 de julho de 2012

A DAMA ALTIVA



A DAMA ALTIVA






de


Maria Zélia Gomes





Dama violeta altiva


Imagem que nos cativa


Pelo seu ar majestoso


Ar de mulher manequim


Com vestido de cetim


E um pisar donairoso  





Mulher de frio olhar


Que parece não deixar


O seu ar de indiferença


Pensa mulher que o teu mundo


Se desfará num segundo


E em ti mais ninguém pensa!


                                          13.08.2011 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

NOSSO AMOR ACABOU


NOSSO AMOR …ACABOU



de
Maria Zélia Gomes




Quando te olhava, era amor


Se me olhavas sem pudor


Ruborizava meu rosto


Hoje que já te não “vejo”


Prevalece este desejo


Amar-te bem a meu gosto



Mas nosso amor acabou


Teve seu tempo … findou


Hoje não vivo … vegeto …


Passas na vida …vagando


Nem sequer para mim olhando


Debaixo … do mesmo tecto!




30.03.1976

NOITE LONGA



NOITE LONGA




de
Maria Zélia Gomes

 

Esta noite foi “comprida"


Tão longa a madrugada


Foi noite tão mal dormida


Sonhos pediram guarida


Da noite, não sobrou nada




A noite quero esquecer


Que venha a alvorada


Venha o sol para aquecer


Meu coração de mulher


Vou querer adormecer


E esquecer a madrugada!


18.03.2007

NOME


NOME


de
Maria Zélia Gomes





Queria dar-te um nome …


E esse nome se existe …


Será só o sobrenome


Do nome, por ser tão triste!





E esse nome “nasceu” …


De mim, como por magia …


Nasceu e já floresceu …


Como a flor da nostalgia!




Quisera dar-te um nome


Que chamasse noite e dia …


Esse nome ou sobrenome …


Chamar-se-á … Poesia!


13.04.2006

NOITES DE NEBLINA




NOITES DE NEBLINA



de
Maria Zélia Gomes





Em noites de neblina o mar se entrega


No balanço das ondas uma a uma


O eco do silêncio é que me leva


A entregar mágoas, em sua espuma



 

Entre altas vagas singram caravelas


E o mar que era azul ficou cinzento


Lá no cimo, no céu, não brilham estrelas


E a tempestade uiva com o vento





 É noite e a escuridão se faz presente


E a tempestade grita, qual demente


Que enredada está em seu lamento …



 

As vagas com fragor se desfazendo


Levam pra longe as mágoas que, morrendo


Carregam a saudade … com o vento!




08.01.2009





NOITE SEM MADRUGADA



NOITE SEM MADRUGADA




de
Maria Zélia Gomes




Cada gesto …


É solidão …


Cada momento …


Saudade …


Cada dor …


Desolação …


Cada esgar …


Comoção …


Na noite …


Sem …


Madrugada!


27.01.1992

MALDITA SEJA A SAUDADE





MALDITA SEJA A SAUDADE



de


Maria Zélia Gomes




Deu-me a vida tormentos


Que fui lançando aos ventos


Sem dó e sem piedade


A seguir pedi à vida


Não permitisse guarida


À desditosa saudade






A vida não me escutou


Nem sequer para mim olhou


Encheu-me de amargor


Maldita seja a saudade


Trazida pela idade


De braço dado com a dor!


07.07.2009

LOUCA VARRIDA


LOUCA VARRIDA


de
Maria Zélia Gomes




Mordo os meus lábios


Para não gritar,


Pr’a ninguém saber,


Deste meu amor,


Da louca paixão


Que me rói cá dentro,


Que me põe tremente,


Cantando, dançando


Qual louca varrida !




Calo a minha voz,


Que teima em dizer,


Que tanto te quero,


O quanto te adoro,


E com’eu sou feliz ... !


Se acaso te vejo


E, só em pensamento,


Me entrego, sem peias ...


Te abraço, te mordo e te beijo ... !

30.11.1992

LIMITA.SE O MEU OLHAR



LIMITA-SE O MEU OLHAR


de
Maria Zélia Gomes






Limita-se o meu olhar


Quando se prende no teu


E fico assim a sonhar


De olhos fitos no céu






Fito o céu e vou sonhando


Ansiando o teu abraço


Em sonhos te estou amando


Em sonhos … perco meu passo






E o meu olhar limitado


Tem sabor acre a pecado


Mas Deus irá perdoar …






Teu olhar em mim poisado


Em silêncio arrebatado


Conjuga o verbo … amar!




13.06.2008

LIBERTAÇÃO



LIBERTAÇÃO!




de
Maria Zélia Gomes





De dentro de mim


Solta-se o brado


Da libertação!




E … por fim …


Oiço com agrado


O bater forte


Deste coração!




E o eco sonante


É grito vibrante


Que trina e soa …


Que passa e ressoa


Por dentro …


Bem dentro …


Da minha emoção!


16.12.2005

LANÇO PALAVRAS AO VENTO


LANÇO PALAVRAS AO VENTO …



de
Maria Zélia Gomes



Lanço palavras
Ao vento
Numa raiva
Desmedida …
Cansada de
Sofrimento …
Tenho a dor
No pensamento …
Com raiva da
Própria vida …
Sílabas se
Atropelando
Nas frases que
Vou falando
P’ra desfazer
Meu tormento …
Por tanto já
Ter sofrido …
Num passado
Mal vivido …
Lanço palavras
Ao vento!


/2000                                             

LÁGRIMA DESPREZADA



LÁGRIMA DESPREZADA



 de
Maria Zélia Gomes



Sou plantinha abandonada
No deserto da ilusão …
Sou lágrima tão desmaiada
Que corre assim desprezada
Brotando do coração …

E essa gota transparente
Que corre assim livremente
Deixando marca em meu rosto …
É uma lágrima sofrida …
É vestígio desta vida …
É dissabor … é desgosto!

11.09.2006


sexta-feira, 20 de julho de 2012

VOZ QUE ME ENCANTA


VOZ QUE ME ENCANTA
de


Maria Zélia Gomes




No silêncio


Da voz que


Me encanta


No calor


Dessa vida


Que me atrai


Tu és o que


Na voz e na


Garganta


Tens sempre


Uma candura


Que é tanta


E que do


Coração …


Nunca mais sai!


13.11.2006

BOM FIM DE SEMANA


BOM FIM DE SEMANA
de


Maria Zélia Gomes




Passeando tão airosa


Vai a menina contente


Parece um botão de rosa


Elegante e não vaidosa


Tem um ar bem displicente




Passeia bem elegante


Com seu passo cativante


Traz alegria no olhar


Bom fim de semana querida


Que o passeio em tua vida


Te faça sempre sonhar!


               19.11.2011

quinta-feira, 19 de julho de 2012

À HORA QUE SE QUISER


À HORA QUE SE QUISER

 

de

Maria Zélia Gomes


 

À hora que se quiser

Que o amor nos bata à porta

Tudo o mais já não importa

Se o amor nos faz viver

 

A vida é um faz de conta

Deixa-se o tempo correr

Só que a vida que se quer

Muitas vezes … nos afronta

 

O tempo sempre a passar

Com a idade a chegar

Em correria constante


Vivamos com alegria

Pois … para nossa “agonia!”

Vai-se a vida … num instante!


 

18.01.2009

A CANÇÃO QUE CRIEI


A CANÇÃO QUE CRIEI





de


Maria Zélia Gomes






Foste alma na canção que criei


A pauta das notas que entoei


A melodia que chorava triste


O verso da lírica poesia


A página virada com mestria


A dor desta saudade que persiste!






14.05.2007

A BRISA DA LUA


A BRISA DA LUA





de


Maria Zélia Gomes






Pelo céu a alma nua


Qual brisa da bela lua


Mágica sempre a brilhar …


Vai sonhando liberdade


E o seu sonho é ansiedade


De novo amor encontrar …


Nasce a noite e a madrugada


Da lua enamorada


Deixa a alma a flutuar …


Noite de luz e de estrelas


Onde naus e caravelas


Por entre nuvens singelas


Vão no teu mar … naufragar!




28.08.2008

segunda-feira, 16 de julho de 2012

DESVENTURA


DESVENTURA



de
Maria Zélia Gomes




Olho dentro


Do meu sonho


Um sonho


Assaz tristonho


Que me deixa


Perturbada …


É um sonho


De tristeza


Onde se esconde


A certeza


De uma vida


Rejeitada …


E no meu


Sonho preciso


Esboço leve


Sorriso


Para enganar


A loucura …


Vivo de viva


Ansiedade


Comigo vive


A saudade


A lembrar


A desventura!






09.11.2006

DEVAGAR ... DEVAGARINHO ...

 
DEVAGAR DEVAGARINHO
 


de
Maria Zélia Gomes









Esta água a jorrar


Dos meus olhos de mansinho


Irá talvez desaguar


Nesse teu mar de carinho






Nesse teu mar de carinho


Meu rio vai desaguar


Devagar … devagarinho


Caem gotas de mansinho


Da minha alma a chorar





Chora a alma e o coração


A tristeza e a solidão


Que fazem minha ansiedade


Esta água a jorrar


Dos meus olhos, a chorar …


Lava a minha … saudade!


22.11.2007


DEVANEIO


DEVANEIO

 

de
Maria Zélia Gomes


 

Porque palpitas tu meu coração

Sem que na vida tenhas incentivo

Porque andas tu, qual barco sem abrigo,

Sem ter sequer quem te estenda a mão?


 


 

E por que choras, sem teres um motivo?

Por que penas assim, o que te dói?

Não vês, louco, que o corpo se corrói

E, por loucura, perdes um amigo?


 


 

Não fiques triste …não sejas ingrato

Dá felicidade, ainda que a não sintas

A teu “irmão”, a quem por ti passar …


 

 

Sorri, vá …não sejas tão insensato

Medita bem a fundo .., vá … não mintas!

Louco não és! …somente queres AMAR!

13/Maio/1976

DEVOLVE O MEU CORAÇÃO


DEVOLVE O MEU CORAÇÃO



de
Maria Zélia Gomes




Devolve o meu coração


Que não quer tua afeição


Nem o amor prometido


Não creio no teu amor


E te peço … por favor


Pára! … não sejas fingido


Fingiste que me amavas


Que meu amor desejavas


Que triste desilusão


Agora? … já te não quero!


Peço-te … em desespero


Devolve … o meu coração!


29.05.2007

DIA RISONHO



DIA RISONHO…




de
Maria Zélia Gomes




Pedi à minha estrelinha


Que me levasse ao céu …


E com imenso carinho …


Pegou em mim de mansinho …


Lançou sobre mim um véu …


Levou esta alma minha …










Subi ao céu no meu sonho


Com alvas asas voei …


E a estrelinha com ternura …


Com seu halo de candura …


Fez do sonho que sonhei …


O meu dia mais risonho!


23.03.2006


DISTÂNCIAS


DISTÂNCIAS


de
Maria Zélia Gomes




São distâncias


Medidas por compasso


As mesmas que se unem


Por um traço


E nos levam para sempre


Ao Paraíso …


São distâncias


Que a vida construiu


As mesmas que a “sorte”


Desuniu …


Mas que sempre reconstrói


Se for preciso!




31.03.2008

DISSE ADEUS À TRISTEZA


DISSE ADEUS À TRISTEZA


de

Maria Zélia Gomes

 

Disse adeus

À tristeza

E com toda

A singeleza

Fiz poema

De alegria

Mandei fora

A solidão

E no peito

O coração

Ditou-me

Nova poesia!

 

28.06.2009

DISFARCE



DISFARCE




de
Maria Zélia Gomes




Disfarço


A memória


Na evocação


Do sonho


Atravesso


A tempestade


Num sorriso


Mais tristonho


Abandono


A nostalgia


Com o sabor


Do medronho …


Disfarço a


Timidez


Da magia que


Disponho


Na agonia


Do … sonho!
02.01.1976