quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

BARCO À DERIVA























BARCO À DERIVA
de
Maria Zélia Gomes

Sou esse barco à deriva…
No meu mar de ilusão …
Sou barco sem ter arrais …
Que já perdeu a razão …

Sou do mar … o teu farol
Do firmamento … o teu sol
Sou da nuvem … tua sombra
Do vento … sou teu alento
Desta vida desabrida …
Sou essa barca perdida …
Na hora da despedida!
22.04.2006

BASTA UM OLHAR


















BASTA UM OLHAR
de
Maria Zélia Gomes

Basta um único olhar
Um só …
Pra perceber se
Existe sentimento …
Há no olhar …
Perdoar …
Perdoar não é
Esquecer …
Palavras?
Leva-as o vento!

03.07.2007

AVE SEM ASAS





























AVE SEM ASAS
de
Maria Zélia Gomes

A ave que vai voando
Não tem asas só tem penas
Vai no ar sempre pairando
Sem sonhos, vai ocultando
Nessas voltinhas serenas

As nuvens são seu abrigo
No voo que empreendeu
Fez do vento seu amigo
Levou a brisa consigo
Por não ter asas … morreu!

22.10.2006

ATROPELOS
































ATROPELOS
de
Maria Zélia Gomes

Tanto sonho atropelado
Tanto olhar despedaçado
Tanta vida sem ternura
São tantos os atropelos
Que nem mil e um desvelos
Desfazem tanta loucura

Tanto amor decepado
No peito dilacerado
Onde existe o desamor
Tanta vida sem ter nome
Onde a alma sente a “fome”
Desse mal que a consome
Que dá pelo nome … amor!
18.08.2006

ASAS DO MEU VOAR





















ASAS DO MEU VOAR
de
Maria Zélia Gomes

As asas do meu voar
São penas de enfeitar
Os meus sonhos de delírio
São asas da cor do vento
Pedaços de desalento
D’uma vida de martírio

Asas de choro sentido
D’um amor não esquecido
Que tanto me fez sofrer
Destas asas de magia
Componho minha poesia
Nos meus sonhos de mulher! 2.11.2002

ASSIM VAI A VIDA























ASSIM VAI A VIDA
de
Maria Zélia Gomes

Deambulando
Vai a vida
“Repassando” …
Crescendo
Forte …
Vivendo …
Mostrando
Sorte …
Pensando
Que a vida
Vai progredindo …
Amando…
Sonhando …
Rindo!
17.06.2006

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A SAUDADE TEM COR





















SAUDADE TEM COR
de
Maria Zélia Gomes

A saudade tem a cor
A cor doce do amor
Do amor e sedução
A sedução é a luz
Luz que na alma reluz
E acorda uma paixão!

A COR DOS MEUS OLHOS
























A COR DOS MEUS OLHOS
de
Maria Zélia Gomes

Meus olhos são cor do mar
Quando estão em sossego
São como o sol a raiar
Quando a manhã vem espreitar
Causando … desassossego …

Meus olhos são de metal
Cinzentos … se bem zangados
Ferem tal como um punhal
Irisam como um cristal
Ferozes … bem irritados …

Roubam por vezes a cor
Ao azul do céu brilhante
Encantam com seu fervor
Brilham com muito fulgor
Com um “amor” cintilante!

13.12.2004

A FALTA DO TEU ABRAÇO






















A FALTA DO TEU ABRAÇO
de
Maria Zélia Gomes


A saudade vai levando
Minhalma vai despertando
Os ventos desta paixão
Solidão se aproximando
No coração se instalando
Por conta … da ilusão

Vai a vida caminhando
A brisa do meu mar brando
Traz tristeza e cansaço
A saudade apertando
A solidão … magoando
Na falta do teu abraço!

A COR DA MINHA DOR















A COR DA MINHA DOR
de
Maria Zélia Gomes

A minha dor
Tem a cor
A cor da
Noite mais
Triste …
Só quem
Perde um
Amor
Deixa de
Sentir
Fulgor
Pois que
Da vida …
Desiste!


15.02.2008

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

ALENTEJO





























ALENTEJO

de
Maria Zélia Gomes


Espigas de trigo
Sementes de aveia
O pão é de amigo
A mesa está cheia

Pão é de centeio
Seara é o trigo
Fermento no meio
Em casa de amigo

Já sai a fornada
E o pão tão quentinho
Barriga aviada
Já me lanço à estrada
Que é longo o caminho!
08.12.2010

NÃO MORRI

























NÃO MORRI

de
Maria Zélia Gomes


Não culpem o amor de me trair
E o coração de não me obedecer
Ver o "sol" fez minhalma sorrir
E o desejo de algo acontecer

Parece a noite nem sequer ter fim
O dia ... difícil de aparecer
Mas a luz que nasce dentro de mim
É a razão de eu querer reviver

Nas minhas veias o sangue a correr
No coração o fogo a palpitar
Na minha boca este beijo a crescer
E o silêncio ... a querer dizer
Eu não morri ... quero voltar a amar!
15.12.2010

domingo, 12 de dezembro de 2010

Natal de todos para todos dos Espontâneos.wmv



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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Chuva - Jorge Fernando

SEJA BEM VINDO

A CHUVA





















A CHUVA

de
Maria Zélia Gomes


Cai a chuva densa e fria
Parece não querer parar
Sinto minha alma vazia
E vontade de chorar

Chora alma e coração
Talvez eles tenham razão
Pra se sentirem assim
Chove imenso lá fora
Saudade minha aflora
Por te esqueceres de mim!
10.02.2010

O SONHO DA ESTRELA























O SONHO DA ESTRELA

de
Maria Zélia Gomes


Se nuvem eu fosse
O vento que a trouxe
Voava baixinho
Se o amor se desse
Talvez ele trouxesse
Mais paz e carinho

Se eu fosse a luz
Que no céu seduz
Noite de luar
Seria sempre estrela
e a alma ao vê-la
Iria sonhar!
07.03.2010

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

NO ALTAR DA MINHA MADRUGADA


























NO ALTAR DA MINHA MADRUGADA

de
Maria Zélia Gomes


S’a dor é “parte” integrante
Da minha vida inconstante
No meu viver de solidão …
N’ altar da minha madrugada
Vai o sonho com alvorada
Ao findar a escuridão

E a vida que vai passando
Meus sonhos vão apartando
Da minha alma dia a dia
N’ altar da minha madrugada
A minha mágoa “salgada”
Desfaz-se …com a agonia!

21.03.2009

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

QUEM ÉS TU QUE ...
























QUEM ÉS TU QUE …
de
Maria Zélia Gomes

Quem és tu que vens
Para me confundir?
Quem és tu que chegas
Para me enlaçar?
Se acaso nos sonhos
Me vires sorrir
Vais notar que evito
Me vejam chorar …
Quem és tu que invades
Meus pensamentos?
Quem és tu que te chegas
Sem lamentos?
Se acaso vieres
Sondar meus desejos …
Se notares a doçura
Dos meus beijos …
Irás então saber …
Meus sentimentos!


25.09.2006

SAUDADE É CASTIGO




















SAUDADE É CASTIGO

de
Maria Zélia Gomes


Minha saudade é castigo
Que me está a atormentar
Perdi meu porto de abrigo
E agora não consigo
Livrar-me de ter comigo
Saudade do teu olhar!

18-07-2009

SÃO PARA TI AS FLORES




















SÃO PARA TI AS FLORES

de
Maria Zélia Gomes


São para ti
Estas flores
Inala os
Seus odores
Fecha os olhos
Pra sonhar
Amizade é
Sentimento
Que nem vento
Turbulento
Da alma
Pode apagar!
21.09.2009

SAUDADE ... DÓI!





















SAUDADE … DÓI
de
Maria Zélia Gomes

Saudade dói, entristece
Quando se perde alguém
O coração “amolece”
Na vida … tudo perece
Que irá correr menos bem
Choramos de raiva e dor
Quando se perde um amor
A vida … tudo destrói …
Há tristeza … há sofrimento
A solidão é tormento
Ah … como a saudade dói!
16.09.2004